sábado, 28 de agosto de 2010

Welcome back

E foi assim, em dois ou três cliques que 250 postagem foram excluídas. E foi assim, em dois ou três cliques que confissões/lamentos/bobagens/desabafos/histórias de mais de 2 anos foram para o submundo da internet.

A idéia de voltar a este espaço já estava surgindo há dias atrás. A idéia de voltar a este espaço foi sacramentada ontem a noite depois de uma gripe de 18 dias (19 com hoje), algumas doses de caipirinha de saquê com morango, quesadilhas, muitas risadas e muitas histórias para se lembrar (algumas para esquecer).

O fechamento do blog surgiu de um motivo que ficou pequeno diante daquilo tudo que parece ser correto, real e vivo.

Confeso que o fato de excluir todas as postagens não é nenhuma tarefa fácil ou prazerosa para alguém que tem a tendência de viver com fatos pretéritos. Eu gosto de rever os fatos, rever histórias, ainda que algumas delas não me agradem ou me causem eventual desconforto.

Como eu disse ontem, às vezes a gente tapa os olhos pra certas situações com medo de enxergar a verdade, com medo de encarar qual é a real da coisa. Por que tapar? Por que se esconder? Não há motivos. Sou adepta àqueles que não tem medo ou qualquer receio de tirar a venda dos olhos (ainda que restem cicatrizes pelas vendas que há muito ficaram ali) e enxergar a vida como ela é. Sou adepta àqueles que não tem medo ou qualquer receio de tirarem suas vendas, ainda que este ato seja repleto de sangue e de dor (sabe aqueles machucados que ficam tanto tempo com a atadura que elas se tornam parte deles e o fato de tira-las faz com que sangre? É disso que eu estou falando).

Desde Quinta-feira existe uma frase que tem martelado na cabeça (e foi uma das coisas de voltar aqui). A frase que ouvi foi na aula de Administração Estratégica em que a Profa. mencionou "temos que aprender a esquecer aquilo que aprendemos para que possamos mudar". E como é difícil esquecer aquilo que a gente aprendeu que é certo e errdo, não? Como é difícil a gente aprender a não se importar com coisas que, a principio, parecem que não são importantes. Como é difícil a gente caminhar pelo caminho que a nossa alma anseia. A gente vai caminhando, tirando vendas, sangrando, sorrindo...caminhando, sangrando, tirando vendas, aprendendo, sorrindo, lutando, se erguendo, respirando, vivendo...

Para tudo isso é preciso coragem. Foi preciso um certo desprendimento (e um pingo de coragem) excluir tudo, ignorar e pensar naqueles que me lêem com a alma. Foi preciso pensar naquilo que eu sou fiel. Foi preciso ser fiel aos sentimentos, às idéias, à alma e à necessidade desesperadora que esta impregnada em cada pedaço daquilo que me faz feliz.

Mas, ainda me falta muito para chelar lá, até porque, confesso que fiz um back up dos arquivos :). Um dia eu chego ao desprendimento total daquilo que é pretérito.

Enquanto isso não acontece nós voltamos à nossa programação normal com agradecimento àqueles e àquilo que faz da minh'alma uma alma inquieta.

Um comentário:

Anônimo disse...

Amiga, vc é demais!!! ;)

Love you!

Kizzzz...

PS: Várias caipirinhas de saque...rs ... e novas histórias!

Tha