terça-feira, 21 de junho de 2011


Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,

Sê um arbusto no vale mas sê

O melhor arbusto à margem do regato.

Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.

Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva

E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

Pablo Neruda

(eu)
Até agora, no entanto, o que mais gosto de dizer em italiano é uma palavra simples, comum:
Attraversiamo.
Quer dizer: “Vamos atravessar.” Os amigos dizem isso uns para os outros sem parar quando estão andando pela calçada e decidem que chegou a hora de passar para o outro lado da rua. Ou seja, é literalmente uma palavra pedestre. Ela não tem nada de mais. Mesmo assim, por algum motivo, causa-me um efeito poderoso. Na primeira vez em que Giovanni me disse isso, estávamos caminhando perto do Coliseu. De repente, eu o ouvi dizer essa palavra linda e parei, perguntando:
- O que isso quer dizer? O que você acabou de falar?
- Attraversiamo.
Ele não conseguia entender por que eu gostava tanto dessa palavra. Vamos atravessar a rua? Mas, aos meu ouvidos, essa é a perfeita combinação de sonoridades italianas. O a aberto e promissor da primeira sílada, o r enrolado, o s tranqüilizador e a interminável combinação “ii-aaaa-mo” no final. Adoro essa palavra. Agora a digo o tempo inteiro. Invento qualquer desculpa para dizê-la. Isso está deixando Sofie maluca. Vamos
atravessar! Vamos atravessar! Estou sempre puxando-a de um lado para o outro em meio ao tráfego romano enlouquecido. Vou acabar matando nós duas com essa palavra.

Elizabeth Gilbert (Comer, Rezar, Amar)

***

Attraversiamo.
Attraversiamo.
Attraversiamo.
Attraversiamo.
pronto. Agora a gente segue.

NP: So many roads - neal Morse. Musica foda.

domingo, 19 de junho de 2011


Não sei ao certo em que momento aconteceu. Eu só sei que aconteceu.
Não sei ao certo o por quê tenho sonhado com ela. Só sei que são sonhos inquietantes.

Eu sinto saudades.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

E dou inicio à temporada de noites mal dormidas.