sexta-feira, 11 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Boston e nossos corações
Ontem ouvi a frase "Boston ganhou nossos corações". Quando ouvi esta frase, parei pra pensar - por alguns minutos - em tudo o que envolveu esta cidade e, realmente, meu coração é inteiro daquela cidade.
Boston me recebeu de braços abertos e disposta a ser a anfitriã que eu estava precisando. Ao que se proprôs, cumpriu muitíssimo bem seu papel. Arriscaria, inclusive, dizer que cumpriu mais do que eu esperava.
Lembro-me de quando cheguei. Como era final de inverno aqui no Brasil, fui toda encapotada - já que eu sinto um frio que não é lá muito normal - e cheguei no final do verão. Calorenta e abafada. Era assim que Boston me esperava.
Lembro-me de esperar o taxi no aeroporto e pensar: "Caramba e não é que estou aqui mesmo?".
Lembro-me de olhar pela janela do taxi, observando os lugares e pessoas - faço muito isso - e pensar "Ela é linda mesmo. Bem que ele disse que eu iria me apaixonar".
Lembro-me da gente parando no nosso landlord pra pegar a chave do apartamento que nos abrigaria, a princípio, pelos próximos 6 meses.
Lembro-me da gente caminhando pela Beacon Street - com malas - em direção ao nosso apartamento e sentir aquela sensação de "ok. esta é sua nova casa".
Logo que chegamos, já saímos pelas ruas. Estava um dia gostoso - porém, abafado. argh - demais pra nossa ansiedade ficar em casa. Ele me levou no metrô e me mostrou o que seria meu principal caminho pelos próximos 6 meses. Eu estava amando tudo. Tudo era uma novidade imensa pra mim. Eu parecia uma criança com olhos atentos.
Os dias foram passando. Lembro-me das minhas idas ao meu velho amigo rio (ahááá :) pra ler, ouvir música, ficar jogada no sol, ver o pôr-do-sol, tirar fotos, caminhar, correr. Era o meu lugar preferido no mundo. Ainda é. Aos amigos que me perguntavam "o que não posso deixar de ver em Boston?", eu logo respondia com "ver o pôr-do-sol no Charles e, se posssível faça um picnic lá".
Eu e ele cansamos de ir ao Charles pra caminhar. Esticamos nosso cobertorzinho no gramado. Foi no Charles que encontrei Gisele e Tom Brady. Foi no Charles que eu tive a conversa mais engraçada do mundo com 2 turcos. Foi no Charles que eu lia Neal Morse. Foi no Charles que eu parecia criança tinta brincando com neve. Foi no Charles que eu vi as estações passarem.
Lembro-me de, alguns dias, abandonar o metrô e voltar pra casa a pé só pra passar pelo Boston Common e Public Garden. Adorava ver as pessoas passeando por lá e as crianças brincando no final da tarde (perdi a conta de quantas vezes deixei pra almoçar no parque só pra ver estas cenas).
Lembro-me das vezes em que tirava ele do MIT e o levava pro parque pra escrever. Enquanto ele escrevia, os esquilos brincavam ao lado. Lembro-me das vezes em que fomos ao parque para ler. Ele sentado lendo suas revistas e eu deitada no colo lendo no Kindle (isso está trocado!!)
Lembro-me da gente no gramado do MIT. Lá era bom pra qualquer coisa, seja para um almoço no meio da semana, almoço num domingo, deitar no colo dele ou ouvir música enquanto ele trabalhava.
Lembro-me dos amigos. Amigos que fizerem muita diferença neste processo todo. Amigos estes que revi e amigos que jamais verei novamente. Entre chineses, árabes, turcos, sul coreanos, japoneses, sírios, brasileiros, europeus, kuwaitiano - e muitas outras nacionalidades - que, com MUITA diversão, se comunicavam como ninguém.
Lembro-me do dia em que descobrimos que Gisele Bundchen - e o seu respectivo. E que respectivo, hein? - morava na frente do nosso apartamento.
Lembro-me dos nossos passeios de final de semana por downtown, jantando na little Italy e terminando a noite com um pecado gastronômico na Mike`s Pastry.
Lembro-me dele dizendo "vamos a um jogo de basquete e vc vai se apaixonar"e eu naquelas "até parece". Bem, acabamos indo em mais de um e eu, no último, estava torcendo mais que ele.
Diferente de muita gente, vivemos aquele lugar. E, sortudos, tivemos tempo - não o suficiente, claro - de viver tudo aquilo com calma, como se tudo aquilo fosse para o resto de nossas vidas.
Eu posso ter vários endereços na minha vida mas este, com certeza, será o lugar que eu sempre voltarei e terei certeza que, ali, me senti em casa. E, cá entre nós, não é muito difícil entender o por quê Boston ganhou os nossos corações.
Boston me recebeu de braços abertos e disposta a ser a anfitriã que eu estava precisando. Ao que se proprôs, cumpriu muitíssimo bem seu papel. Arriscaria, inclusive, dizer que cumpriu mais do que eu esperava.
Lembro-me de quando cheguei. Como era final de inverno aqui no Brasil, fui toda encapotada - já que eu sinto um frio que não é lá muito normal - e cheguei no final do verão. Calorenta e abafada. Era assim que Boston me esperava.
Lembro-me de esperar o taxi no aeroporto e pensar: "Caramba e não é que estou aqui mesmo?".
Lembro-me de olhar pela janela do taxi, observando os lugares e pessoas - faço muito isso - e pensar "Ela é linda mesmo. Bem que ele disse que eu iria me apaixonar".
Lembro-me da gente parando no nosso landlord pra pegar a chave do apartamento que nos abrigaria, a princípio, pelos próximos 6 meses.
Lembro-me da gente caminhando pela Beacon Street - com malas - em direção ao nosso apartamento e sentir aquela sensação de "ok. esta é sua nova casa".
Logo que chegamos, já saímos pelas ruas. Estava um dia gostoso - porém, abafado. argh - demais pra nossa ansiedade ficar em casa. Ele me levou no metrô e me mostrou o que seria meu principal caminho pelos próximos 6 meses. Eu estava amando tudo. Tudo era uma novidade imensa pra mim. Eu parecia uma criança com olhos atentos.
Os dias foram passando. Lembro-me das minhas idas ao meu velho amigo rio (ahááá :) pra ler, ouvir música, ficar jogada no sol, ver o pôr-do-sol, tirar fotos, caminhar, correr. Era o meu lugar preferido no mundo. Ainda é. Aos amigos que me perguntavam "o que não posso deixar de ver em Boston?", eu logo respondia com "ver o pôr-do-sol no Charles e, se posssível faça um picnic lá".
Eu e ele cansamos de ir ao Charles pra caminhar. Esticamos nosso cobertorzinho no gramado. Foi no Charles que encontrei Gisele e Tom Brady. Foi no Charles que eu tive a conversa mais engraçada do mundo com 2 turcos. Foi no Charles que eu lia Neal Morse. Foi no Charles que eu parecia criança tinta brincando com neve. Foi no Charles que eu vi as estações passarem.
Lembro-me de, alguns dias, abandonar o metrô e voltar pra casa a pé só pra passar pelo Boston Common e Public Garden. Adorava ver as pessoas passeando por lá e as crianças brincando no final da tarde (perdi a conta de quantas vezes deixei pra almoçar no parque só pra ver estas cenas).
Lembro-me das vezes em que tirava ele do MIT e o levava pro parque pra escrever. Enquanto ele escrevia, os esquilos brincavam ao lado. Lembro-me das vezes em que fomos ao parque para ler. Ele sentado lendo suas revistas e eu deitada no colo lendo no Kindle (isso está trocado!!)
Lembro-me da gente no gramado do MIT. Lá era bom pra qualquer coisa, seja para um almoço no meio da semana, almoço num domingo, deitar no colo dele ou ouvir música enquanto ele trabalhava.
Lembro-me dos amigos. Amigos que fizerem muita diferença neste processo todo. Amigos estes que revi e amigos que jamais verei novamente. Entre chineses, árabes, turcos, sul coreanos, japoneses, sírios, brasileiros, europeus, kuwaitiano - e muitas outras nacionalidades - que, com MUITA diversão, se comunicavam como ninguém.
Lembro-me do dia em que descobrimos que Gisele Bundchen - e o seu respectivo. E que respectivo, hein? - morava na frente do nosso apartamento.
Lembro-me dos nossos passeios de final de semana por downtown, jantando na little Italy e terminando a noite com um pecado gastronômico na Mike`s Pastry.
Lembro-me dele dizendo "vamos a um jogo de basquete e vc vai se apaixonar"e eu naquelas "até parece". Bem, acabamos indo em mais de um e eu, no último, estava torcendo mais que ele.
Diferente de muita gente, vivemos aquele lugar. E, sortudos, tivemos tempo - não o suficiente, claro - de viver tudo aquilo com calma, como se tudo aquilo fosse para o resto de nossas vidas.
Eu posso ter vários endereços na minha vida mas este, com certeza, será o lugar que eu sempre voltarei e terei certeza que, ali, me senti em casa. E, cá entre nós, não é muito difícil entender o por quê Boston ganhou os nossos corações.
Outono no Public Garden
Um dia de picnic no Charles
Neve no Charles num sábado de manhã
Outono no Public Garden
Outono no Public Garden
Outono no Public Garden
Outono no Public Garden e minha foto preferida.
Final de tarde no Charles
Charles do topo do Prudential
John Hancock Tower visto do topo do Prudential
Boston e Cambridge do topo do Prudential
Esquilo do Boston Common numa tarde de sábado
Charles da Harvard Bridge numa sexta. Final do verão.
Pôr-do-sol no Charles
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